domingo, 6 de dezembro de 2009

Vidas Paralelas






VIDAS PARELAS

Jamais souberam, mas eram eles no saguão do hospital quando pequenos. Ela era então apenas um bebê, um minúsculo volume em cobertores nos braços da mãe que sentada aguardava pela volta do marido em um táxi. Ele, um menino magrinho esgoelando-se depois que e enfermeira aplicou-lhe o antitetânico na perna esquálida. A ele a mãe ainda tentou fazer notar a presença do bebê, mas naquele momento o medo aumentava a sensação de dor provocada pela agulha da seringa. O ferimento provocado pelo prego enferrujado fora tratado e em lugar do sapato havia no pé uma artística proteção em gaze.

Eram também eles alguns anos depois no pátio da escola. Ela ao lado da mãe já saindo do estabelecimento sem terem conseguido a matricula por falta de vaga. Ele passando por elas em desabalada corrida, chegando atrasado para mais um dia de aula.

Vidas paralelas ou quase, porque bem mais tarde notaram a existência um do outro. Aconteceu quando eram mocinhos e ele se apaixonou perdidamente por ela. Foi uma coisa assim, sem começo, sem um momento a partir do qual soubessem que estavam namorando. Não houve um pedido, não houve um ‘eu aceito’. Foi só então que as duas famílias tomaram ciência da existência uma da outra. O arremedo de namoro não foi muito longo. O pai dele foi transferido e com o pai foram todos para outros ares. Ele a levou no coração e a distância que os separava o machucou terrivelmente.

Ao contrário de outras mães de mocinhas, a mãe dela precisou de várias novenas para empurrar a filha a passeios. O primeiro amor a manteve com o coraçãozinho machucado por longo tempo. Começou finalmente a sair com as amigas, participou do baile ao completar quinze anos de idade.

Aos jovens de hoje faltam informações sobre os bailes de debutantes do passado. Agora as luzes coloridas simplificam tudo na tentativa de tornar a comemoração mais excitante. Era naquele tempo um acontecimento inesquecível, quando várias famílias, em uma noite especial, apresentavam suas filhas de quinze anos à sociedade. Cada menina tinha direito à escolha do elenco de eventos.

A ela foi oferecida uma festa completa, chique, cheia de glamour, em um clube de elite. Primeiro houve a recepção dos convidados, o coquetel e o jantar. Na recepção dos convidados a garota usou um vestido bonito e simples, cheio de detalhes infantis. Em seguida houve o cerimonial dos quinze anos, muito lindo; abertura do cerimonial, entrada do cortejo de familiares, entrada dos príncipes para a apresentação, Recebeu muitos presentes incluindo pulseiras e colares, joias que lhe vieram pelas mãos do avô emocionado. Por último, o baile com orquestra. Usou depois da meia noite um lindo vestido de gala com o qual dançou a valsa com seu pai. Deixava assim de ser menina para se tornar uma mulher. Nas lágrimas que derramou existiam componentes de diversas emoções; alegria, gratidão e a incurável dor da ausência dele ao lado dela naquele que até então era o dia mais importante de sua vida.

Ela, a partir se seu ‘debut’, se tornou apta a freqüentar reuniões sociais, a usar roupas mais adultas e teve permissão explícita para namorar.

Não!

No início não houve um namorado que não fosse ele, naquele arremedo de namoro. E ele apenas de quando em quando aparecia para vê-la. Recebido em casa, saia com ela para reuniões sociais encontrando-se ele em um grupo que lhe era absolutamente estranho, falando sobre acontecimentos dos quais não participara, programando eventos dos quais ele não participaria. Ele não estava presente na lembrança que ela guardava dos melhores momentos de sua vida. É verdade, fez-se amigo dos amigos e das amigas dela, com eles participava eventualmente de eventos diversos e em verdade se divertia. Mas havia nele a insegurança natural. Ninguém vive o tempo todo sem alguém com quem compartilhar momentos de alegria ou de dor. Mais dia, menos dia, ela acabaria saindo com outro que lhe estivesse fisicamente mais presente. Também ela passava por dificuldades nesse sentido e lhe doía perceber que ele algumas vezes era reticente em relação à sua vida pessoal. Não gostava de perceber que ele se mostrava solicito às suas amigas e não tinha certeza quanto ao futuro daquele relacionamento.

Não!

Não houve um momento em que de maneira civilizada e adulta tenha um dito ao outro que o namoro faleceu. Do mesmo modo que não houve um começo, um momento marcante para lembrar o início, não houve também um adeus, com pisadas duras no chão, com lágrimas furtivas, com chagas nos corações. Ninguém soube ninguém viu. Eles simplesmente deixaram de se encontrar. Ele simplesmente deixou de vir e ela simplesmente deixou de sentir aquele friozinho no estômago ao ver chegando o ônibus que ao longo do tempo o trouxera tantas vezes e tantas vezes o devolvera ao mundo.

O tempo trouxe um amarelo com manchas na fotografia que ele guardou na carteira de couro e que acabou colada ao plástico transparente.

Ele voltou algumas vezes, mas não mais a viu. A casa onde ela havia morado já não existia e pelos arredores ninguém parecia ter ciência de que ali residira aquela família que fora tão conhecida. O tempo transformou as paisagens pelas quais haviam passado quando mocinhos e a ele ficou muito penoso passar sozinho por aquelas ruas por onde, feliz, ela passara com ele. Para evitar o sangramento de suas feridas ele parou de vir.

Mesmo assim, ao longo da vida, soube a respeito dela esporadicamente ao encontrar-se com antigos conhecidos. Teve ciência de que ela era mãe de duas filhas, de que as levava ao parque nas manhãs de sol e que eram lindas meninas coradas. E soube, muito depois, que uma das meninas se casou fixando residência em algum ponto no centro dos Estados Unidos da América do Norte.Vez por outra sabia a respeito dela por sonhar com ela e as imagens dos sonhos misturavam-se com as que lhe vinham à mente quando alguém, muito de quando em quanto, a ela se referia trazendo notícias ou por ela perguntando. Eram interlocutores sempre contando uma ou outra passagem dos tempos distantes nos quais ela aflita esperava por ele, em pé no portão, desculpando-se perante as colegas que insistiam em que também ela fosse ao baile. Não ia. Permanecia aguardando em pé no portão, mesmo alguns anos depois que ele havia parado de vir. Mesmo depois que, com os pais, passou residir em outro bairro.

Ele sempre soube que os sucessos que obteve sem cessar nunca foram suficientes para minorar o imenso vazio que sentia em sua vida. Nunca encontrou outra pessoa ao lado de quem sua alma se sentisse tão leve e tão feliz. Nunca. Nunca se prendeu a coisa alguma, nem a ninguém. Granjeou estima, enriqueceu, garimpou em várias áreas no mundo dos negócios. Conheceu inúmeros países, percorreu mares e oceanos, sem jamais sentir a sensação de ser realmente feliz.Cansado, sem os pais, sem ninguém de seu sangue a seu lado, doente, foi aconselhado por seu médico a dispensar a governanta e passar a residir em uma casa de repouso. Ali teria com quem conversar, teria assistência profissional permanente e melhor qualidade de vida.

Por si mesmo não teria aceitado. Ele não queria entender que a vida passara, que envelhecera, que já não havia mais apostas a serem feitas em busca de sua felicidade. Não! Jamais aceitaria descansar, internar-se em uma casa de saúde procurando melhor qualidade de vida para si. Nunca! Ocorreu, entretanto um fato inesperado. As duas filhas dela vieram a ele por parte da mãe. Ela estava doente e desejava ardentemente vê-lo.

Conduzido pelas mãos das filhas dela, ele entrou com o coração estourando na residência onde ela viveu os últimos quarenta anos ao lado do marido, que também estava lá. Com o coração em pedaços encontrou-a debilitada. Andava com apoio. Pesava talvez cinquenta quilos, se tanto.

O médico fez a ele um triste relato. Nos últimos três anos a paciente fora submetida à radioterapia. O tratamento interrompera a neoplasia de mama. Contudo, em exames de rotina verificou-se recidiva da neoplasia com metástase pulmonar e de gânglios. Iniciado o tratamento com quimioterapia não houve resposta. O médico então informou à paciente e à família que não havia resposta, que a paciente tinha um prognostico reservado com expectativa de vida em torno de seis meses a um ano. Que o tratamento seria interrompido.

A filha residente nos Estados Unidos da América do Norte não tinha condições de permanecer por mais tempo no Brasil. A outra filha tinha seus compromissos e nenhuma experiência em atendimento a pacientes graves. A paciente teria, mais dia menos dia, quadros de piora. A família precisava, em tais condições, montar uma estrutura de atendimento.

Ele ofereceu uma alternativa; levá-la a uma casa de repouso.

O marido dela e os familiares dele estavam todos contrariados. Não podiam aceitar que ela, depois de tantos anos, tivesse expressado a vontade de vê-lo. Agora que o viu, não desejavam que ele a levasse para uma casa de repouso.

Triste, ele entrou na suíte de um hotel pensando em raptá-la.

Em conspiração, as duas filhas organizaram todos os procedimentos e eles dois passaram juntos seus últimos dias em uma casa de repouso. Ele, agradecendo a Deus pela ventura de cuidar dela.

sábado, 7 de novembro de 2009

Carta de amor


Carta de amor


Manhã de sábado. Um vento mais forte assanha a natureza agora e vejo pela janela que tudo vibra intensamente. É como se as árvores abrissem seus braços, excitadas, felizes, vivas, ao vigor que mexe com elas. O mundo de nosso Deus é simplesmente maravilhoso. Em outros momentos apenas uma brisa suave acaricia as pétalas de rosas silentes ao luar. Brisa que chega de mansinho, tímida, sem aquele poder transformador do vozeirão do vento, sem a sedução da agitação insensível. Brisa que chega e faz da noite um momento de paz, um clima de sonho aos corações sensíveis.


Sei que não abrirá tão logo esta carta e temo roubar seu tempo de trabalho. Mesmo assim escrevo porque sei que seu coração precisa sentir que é amado e que há quem se importe com ele. Há a brisa para aqueles momentos de ternura. Momentos esses que em nossos corações estabelecem as dimensões de cada pessoa que a vida nos traz. Não importa a quem nos associamos no mundo solar; no mundo dos sonhos de amor, nossos corações fazem as suas escolhas. O meu escolheu o seu. E vai cuidar dele.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Panos de seda

texto gentilmente cedido pela autora


PANOS DE SEDA..


Vestiu seu corpo
Com panos de seda....
Cobriu as saudades..
Com o manto da noite...
Buscou respostas..
No brilho das estrelas....
Jogou suas lagrimas
No mar das lembranças....
e caminhou ao luar
Rumo a esperança.


(Helo Crosio)

sábado, 24 de outubro de 2009

Sábado de céu e de sOl

SÁBADO DE CÉU E DE SOL
Sábado de céu e de sol.
E eu me sinto vazio,
o que falta é você.
Pergunto ao meu coração
o que foi que ele fez
pra ficar sem você.
Tolinho!
Não tem a resposta.
Só sabe que gosta,
que adora você.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MANHÃ DE DOMINGO EM PLENO VERÃO



MANHÃ DE DOMINGO EM PLENO VERÃO

Ele acordou com os sons do que identificou claramente; eram socos surdos e gemidos abafados. Na parede o ponteiro maior do relógio descia na direção do menor que apontava para o número seis. Por um breve instante alinharam-se os dois ponteiros. Estiveram tão próximos que pareciam constituir um único ser. Ele ouviu agora o som de uma porta que bateu forte. Seus olhos rasos de água permaneceram sobre o ponteiro menor a que o maior abandonara em busca das alturas.

Naquela manhã ele não escreveu.

Precisou resgatar sua alma, que o abandono e o desamor haviam empurrado para as profundezas de um abismo. Ao encontrá-la a viu pequenininha e acuada, precisando de um encorajamento que ele temeu não ter para dar. Reagiu, entretanto, com base em seu calejado coração ferido por tantos anos de rejeições sofridas.

Foi só no final daquela mesma tarde que ele voltou a ver Valdiva.

A menina – porque apesar de crescida não era mais do que uma menina – tinha naquele início de noite um olho quase fechado por uma protuberância na cor quase chumbo no rosto constrangido.

-- Pode contar uma história de amor? Sei que escreve, mas não tenho saco para ler.

-- Acontece. Ouviu falar sobre os alinhamentos dos planetas?

Ela sentou-se sobre o gramado recostando-se sobre uma das bases do banco de madeira. Com as pernas esticadas arfou o peito fazendo-se sexi.

-- No céu? – perguntou

-- É! Lá no céu. Alinhados parecem tão próximos. É como se fossem um só.

-- Que lindo!

-- Acontece muitas vezes desde que o mundo é mundo. Por algum tempo ficam juntos. Depois cada um segue seu destino.

-- Quando é que essa angustia chega ao fim?

-- Só lá na eternidade.

Valdiva abriu um sorriso.

-- Então há esperanças?

Ele contemplou o rosto que lhe pareceu pleno de luz.

Curioso como há tantas pessoas transbordantes de amor e que, no entanto, vegetam esquecidas na escuridão a que lhes empurram a rejeição e o desamor.

Ele deixou a menina vizinha no portãozinho da casa dela. Foi para o tear, para varar a noite tecedo histórias de amor.

sábado, 26 de setembro de 2009

Jante comigo esta noite.

Montagem reginaLU
Tubes de:
Aclis (paisagem)
Nikita (mulher)
Luz Cristina (homem)



JANTE COMIGO ESTA NOITE

Ela havia jurado que nunca mais sairia com os pais e naquele início de noite seguia irritada, obrigada a ceder. Vingara-se, entretanto, no modo de se vestir. E logo depois que eles chegaram ao imenso salão, ela não se conformou em permanecer à mesa vendo o pai tomar do wisk, puxando assuntos desinteressantes. Não! Ela achou um modo de sair e foi rodear a churrasqueira.

Os discursos enfadonhos começaram logo depois da chegada do governador. Quando o homem chegou houve aquele burburinho, as pessoas se puseram em pé, riram e aplaudiram. Enquanto o governador permanecesse no salão estaria se esforçando para descer de seu pedestal mostrando-se um homem comum. E no sentido contrário os outros, cada um ao seu modo, estariam se esforçando para que os outros os vissem elevados às alturas, participando da mesa do mandatário.

Sem o menor interesse pelo que pudesse haver naquele salão ela arrumou uma desculpa e dispondo-se a brincar com uma criança saiu para o jardim. Foi quando pela primeira vez pôs os olhos sobre aquele moço. Ele não disse nada. Apenas olhou e permaneceu em pé. Ela passou por ele. Passou segurando na mãozinha da criança a quem agora usou como quem se apóia em uma muleta emocional. O coração estava batendo forte, uma sensação estranha a dominava. Depois que passou por ele segurou a vontade de olhar. Queria ter um comportamento natural, mas suas reações não estavam sendo comandadas por sua mente . Até no modo de falar com a criança sentia que todas as suas atitudes brotavam de uma incontrolável vontade de chamar a atenção sobre si.

A noite estava bonita. Ela, intranqüila, andou conversando em voz alta e excitada com a criança que mal sabia falar. Sentou-se finalmente em um dos bancos de ferro deixando a criança brincar sobre as pedrinhas brancas. – Que ódio! Ele não virá!

Não foi mesmo. Do banco ela viu quando a moça se aproximou dele, houve um beijo no rosto, um sorriso, um dedo de prosa. E juntos desapareceram daquela porta imensa que dava acesso ao jardim.

Ela queria morrer.

Voltou ao salão, deixou a criança com alguém e foi perguntar à mãe sobre quando voltariam para casa. E lá estava o rapaz, em pé, sem a moça, conversando com o pai dela.

O pai a chamou.

-- A chance que você queria para seu estágio. – disse-lhe o pai. – ele tem acesso à moça que chefia o cerimonial.

O rapaz sorriu para ela. Um sorriso, um aceno. Um olhar discretíssimo que, no entanto, a perturbou ainda mais. Ela não soube o que dizer, nem ele. Mas assim como ela viu nitidamente que ele estava bem vestido, com as unhas feitas e levemente perfumado, também ele certamente a viu naquelas roupas inadequadas para o ambiente, destituída de adornos, descuidada e feia.

Nos próximos dias ela passou por diversos corredores até que finalmente sentou-se diante da psicóloga para a entrevista. Precisou explicar os motivos que a levaram a escolher a faculdade de jornalismo. De onde havia tirado a idéia de percorrer a África. E tantas outras questões sobre as quais nunca havia pensado a fundo.

A moça que chefiava o cerimonial era a mesma a quem ela havia visto aproximar-se do moço de unhas bem feitas e sorriso danado. Aquele o dos olhos bonitos. A moça que chefiava o cerimonial falava sempre com ele pelo telefone. Eles dois tinham a bem dizer todo o controle sobre todos os passos do governador.

Depois de seis meses de estágio ela foi transferida, deixou o cerimonial. Começou a trabalhar no palácio, lotada no gabinete do vice-governador. E depois de várias semanas intermináveis, pontilhadas por encontros ocasionais no interior do palácio, com chance apenas para a troca de olhares, o moço formulou o convite para um jantar.

Maneira esquisita de formular tal convite. Ele entregou-lhe um cartão sobre o qual escrevera:

-- Jante comigo esta noite.

Ela não sabia o que fazer. Se chorar ou sorrir. Faltava-lhe o chão onde pisar. Vestiu o que de melhor havia em seu guarda roupa, arrumou os cabelos, perfumou-se. Foi um jantar inesquecível, em um restaurante de hotel de luxo.

O namoro durou dois anos, prolongando-se, portanto, além do tempo que ela permaneceu no estágio. Ele era educado, bom, atencioso, gostava muito dela, mas seu tempo era alugado ao gabinete do governador e a função que exercia o expunha a todos os olhos femininos mais famintos. Ela morria de ciúmes.

Quando o governador trocou de trono foi se sentar em uma ponta de mesa no senado. E ele também foi morar em Brasília. Ela estava quase se formando em jornalismo. Os encontros entre os dois ocorriam com a ajuda de uma tela de computador. Ela morria por ele. Ele estava morto por ela.

E apareceram outras pessoas. E ela se sentiu atraída por outras estampas.

Formada em jornalismo ela nunca foi à África.

Doce, gentil, disposto a receber a todos que o procuram, ele nunca mais encontrou olhos iguais aos dela, nem jamais deixou a mulher alguma um cartão contendo as inscrições ‘jante comigo esta noite’.

A vida faz dessas brincadeiras com muita frequência. Separa duas pessoas que mutuamente se amam. E faz isso por birra, desejando irritar escritores que escrevem contos de amor com finais felizes.

Vez por outra a brincadeira machuca bastante.








(Escrito para 'Meu Caderno de Capa de Pano")

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EM NOSSA CASA HAVIA UMA JANELA

Em nossa casa
havia uma janela.
Por causa dela
uma cortina eu fui comprar.

Minha menina
tem sensíveis as retinas.
Os olhos dela
o Sol vinha machucar.

Não, meu senhor!
Isso nunca foi amor!
Estando longe de amar
eu me contento em adorar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Se eu pudesse



SE EU PUDESSE

Se eu pudesse
extinguiria suas dores.
E colorindo os seus amores
ajudaria em seu crescer.

Mas, como vê,
só o que posso é lhe adorar.
Dar minha vida por você.
E nunca lhe fazer chorar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sabe com quem você se parece?




SABE COM QUEM VOCÊ SE PARECE?


Sabe com quem
você se parece?
Em minha prece
há um anjo
que desce
e abençoa meu pão.

Você também,
quando chega,
me aquece.
Minha alma
se esquece
que há provação.

Você é meu anjo adorado.
Meu bem, meu pecado.
Meu céu cá no chão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Olha! Que noite!

OLHA! QUE NOITE!

Olha! Que noite!
Que céu tão bonito!
Vem lá do infinito
a energia que faz
a gente querer,
amar e crescer,
viver novamente
o romance da gente
das noites de paz.

Mas sigo sozinho.
Só em meu jardim.
Na noite tão bela
só pensando nela
que esqueceu de mim.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Afinidade



Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por.... Nem sentir pelo.

Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.

É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida."

Artur da Távola

sábado, 1 de agosto de 2009


Não analise a vida,
Muito menos o amor,
Apenas viva,
Cada segundo,
Cada minuto,
Como se fosse o ultimo,
Pois a vida é curta demais,
Então,
se esqueça de fazer rascunhos
Viva intensamente...
Jana

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Composição: Chico César

É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
Na vida só resta seguir
Um ritmo, um pacto e o resto rio afora...

Marisa Monte

A primeira vez

A primeira vez que meus olhos te olharam
Se encheram de lágrimas e como nunca brilharam
Tão pequenino ser com um poder imenso
O poder de fazer amar,amor puro,intenso
A primeira vez que ouví seu pequeno coração
Não conseguí conter toda minha emoção
Sabe bem o que sentí vida minha
Pois é meu corpo que com carinho te aninha
A primeira vez que ví seus desajeitados movimentos
Não contive o riso de felicidade,que belo momento
Me sentí poderosa,incrível,mágica,enfim
Me sentí tudo isso e muito mais por estar dentro de mim
A primeira vez que ví seu rostinho lindo
Foi como estar diante de um anjo sorrindo
O amor dando forma ao milagre da vida
A vida me ensinando a amar sem medida.


Para meus amores

João e Maria

quarta-feira, 29 de julho de 2009


Você não sabe
Quanta saudade você me deixou
Lindos momentos
Coisas que o tempo jamais apagou
Foi tanta emoção, amor
Tanta coisa que ficou
Foi tanta paixão
Tanta coisa pra um só coração
Sinto saudade
Daquele tempo que a gente sonhou
Mas no meu peito
A realidade é que nada mudou
Quanta solidão, amor
Quanta solidão, amor
E a recordação
É demais para um só coração
São coisas que eu não sei como dizer
Mas eu sei que o meu silêncio você sabe compreender
Se você está tão longe, tão distante pra voltar
Saiba que eu estou tão perto sem saber como chegar
Talvez sejam lembranças, nada mais
E eu não sei dizer se os nossos sentimentos são iguais
Já tentei, já fiz de tudo e não consigo te esquecer
Às vezes penso que os meus sonhos não existem sem você
Você não sabe
Quanta saudade você me deixou
Sinto vontade
De te buscar e dizer como estou
Foi tanta emoção, amor
Tanta coisa que ficou
Tanta solidão
É demais para um só coração...

Compositor: Mauro Motta - Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle

"Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que então, eu não sabia
Amar e me via perdido e vivendo em erro
Sem querer me machucar de novo
Por culpa do amor
Mas você e eu podemos namorar
E era simples: ficamos fortes.
Quando se aprende a amar
O mundo passa a ser seu"
"Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que estava então longe de sereno
E fiquei tanto tempo duvidando de mim
Por fazer amor fazer sentido.
Começo a ficar livre
Espero.
Acho que sim.
De olhos fechados não me vejo
E você sorriu pra mim"...

Renato Russo

Busca


Mãos vazias
Estendem-se para a estrada
Do sonho...
Procuram a habilidade perdida
De agarrar ilusões.
Mãos vazias
Tateiam os espaços perdidos.
Sentem a pele
Da vida.
Mãos vazias...
Anseiam a mágica
Do mundo.

Aglaure Corrêa Martins

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras ao vento...


Como vai você ?
Eu preciso saber da sua vida
Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você?

domingo, 26 de julho de 2009

Raio de Sol

Montagem e formatação reginaLUTubes de Mou e Luz Cristina, recebidos em grupos de trocas.


RAIO DE SOL


A menina nasceu saudável, corada, bonita, amável e esperta. Nas famílias do pai e da mãe era carinhosamente chamada de ‘Raio de Sol’.



Nasceu quando o pai já não tinha nem a avó, nem a mãe, das quais lhe vieram ao longo da vida as satisfações de suas vontades e os recursos para os supérfluos. Mesmo sem elas, ele pretendeu permanecer com suas atitudes habituais.



Era como que incapaz de entender que as coisas não caem do céu. Tinha curso universitário e sociedade em um consultório onde mantinha a agenda folgada. Cumpria um expediente vespertino duas vezes por semana reservando assim o tempo para as partidas de golfe e os passeios, no carro da esposa, agradando amigas. Acostumado a ter quem lhe provir nos apertos não ficava sem os últimos lançamentos; calçados, roupas, perfumes, produtos eletrônicos.



A esposa obtinha certa renda mensal em seu consultório e suportava quase todas as despesas necessárias para a manutenção da família. Conseguia compreender a instabilidade em que se afundara o marido após a perda da mãe e da avó. Compreendia a indecisão que o dominava em relação à profissão abraçada. Ela o apoiava em seu desejo de cursar nova faculdade habilitando-se assim a uma profissão que lhe fosse mais apropriada. Cuidava de Raio de Sol, clinicava, cuidava dos afazeres domésticos e cuidava do marido aconselhando e procurando mantê-lo entusiasmado, na esperança de que ele pudesse superar as deficiências de formação. E cuidava com denodo da cadelinha, que era dele e que a ele viera por morte da avó.



A taça transbordou quando a menina estava com três aninhos. A mãe simplesmente arrumou as malas endereçando-as à casa de sua mãe, e saiu com filha. Ligou para o marido intimando-o a cuidar da cachorra que ficara na casa, sozinha. Ele imediatamente se desfez do animal, presenteando alguém.


Houve a separação judicial e a divisão dos bens.



Ele, em seguida, entrou em processo de depressão, desejando morar na nova residência da esposa, um pequeno apartamento. Manteria seu velho padrão safando-se das responsabilidades, livrando-se, inclusive, do pagamento da pensão à filha a que a justiça o obrigara.



Ela não aceitou. E por mais de uma vez, sem se preocupar em se a filha estava ou não ouvindo, confessou a amigas o desejo de criar coragem para entregar a menina ao pai.



-- A escolinha dela vai fechar. – disse – E eu não terei condições de matriculá-la em outro estabelecimento em razão dos novos preços.



Com apenas cinco aninhos, Raio de Sol trazia uma série de experiências de desamor. A professora a viu sentadinha sobre uma taipa de cimento, em um espaço do pátio da escola. Afastada de todos, não estava chorando. Parecia alheia ao mundo ao seu redor. Traumatizada.



Aproximando-se, a mestra procurou ser gentil e maternal.



-- O que será que aconteceu? Não quer brincar com as coleguinhas? – perguntou acocorando-se diante da garota.



-- Não!



-- Está com alguma dor?



-- Não!



-- Quer me contar o que está acontecendo?



-- Não! Quando a escola vai fechar?



-- Ah! Não se preocupe com isso. Vai fechar quando terminar o ano letivo. Você vai para outra escola que pode ter um parquinho novo. Vai fazer novas amizades.



-- Não! Mamãe disse que não pode pagar.



-- Pode sim. Ela vai dar um jeito e tudo vai dar certo.



-- Mamãe vai me deixar no apartamento e telefonar para meu pai. Igual fez quando deixou a cachorrinha.



Os olhinhos de Raio de Sol marejaram.



-- Não tem perigo, Imagine. Isso não vai acontecer. – disse a professora encorajando.



-- Vai. Mamãe vai me deixar lá e ligar para o pai. E ele vai me dar a alguém. Do mesmo jeito que fez com a cachorrinha.



Emocionada a professora abraçou a menina. Naquele momento não podia ter chorado, mas choraram juntas.



O Sol estremeceu nas alturas e seus raios de ira tornaram insuportável a permanência delas naquele espaço tão amplo, onde naquele momento não havia o menor sinal de uma brisa refrescante.


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quarta-feira, 22 de julho de 2009



Queria saber escrever flores
Ou o som de anjos cantando
Queria poder falar de amores
Nos sonhos em que segues sonhando
Queria poder transformar
Sentimentos em poesia
Só pra este dia iluminar
O seu sorriso de alegria
Queria transformar a linha do tempo
E ser teu anjo a te ajudar
Traria todo contentamento
E minha flecha do amor acertar
Sopraria o vento ao seu lado
Trazendo-te amor e paixão
Só pra ver-te feliz em todo momento
E sarar esse teu coração
Mas não sou anjo, nem fada,
Muito menos cupido
Então neste dia tão lindo
O que quero é apenas dizer:
O quanto amo e preciso de você
por todo o meu viver.

Noites com sol...


Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar

Composição: Flávio Venturini / Ronaldo Bastos

Indefinição..


É impossivel definir o amor.
O amor é algo tão sublime, que não dá pra explicar.
O amor não se defini, se sente.
O amor é como um poema, ou uma canção.
Igual uma manhã radiante, ou uma noite de fulgor.
O amor se fala em versos, se fala em poesias
Se apresenta em forma de carinho, ou de braços que se unem.
É lágrimas de alegria, é chuva mansa batendo contra a vidraça.
O amor faz a gente se sentir tonto.
Alcançar o céu, buscar a estrela mais brilhante.
Faz a gente ser adolescente outra vez.
Faz a gente escrever bilhetes, suspirar até doer o coração.
O amor é como uma estrada sem fim, à cada curva tem uma surpresa.
É como encontrar rimas pra escrever um poema, ou uma canção.
É como o som de uma harpa evocando os anjos do céu.
O amor é sem duvidas um sentimento único.
E quanto mais se ama, menos ele tem definição.
GRACE HELLEN

Procurava uma Estrela


Saí a procura de uma estrela para te dar.
E revirando o espaço perdido, na solidão do infinito ...
Esta estrela eu procurava.
Queria brilho, queria poesia, queria que tivesse cor e fantasia.
Todos juntos em plena harmonia.
Procurei por todos os cantos, em todos os encantos e em toda rebeldia.
Procurei no dia-a-dia, nas andanças, nas esperanças, uma estrela, uma que fosse forte, que te desse sorte e que te fizesse sonhar.
Mas eis que um dia (em meu sonho) eu a vi chegar.
E num pequeno olhar encontrei tua estrela.
Ela estava em você !
Com todas as suas cores, em todos os seus amores, dentro do teu olhar.
E a sua essência, está na inocência deste teu sorriso claro, como o brilho raro que é VOCÊ !!!Autor: SOÉLIS SANCHES

Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

Às vezes, na vida, coisas passam muito rapidamente
Coisas que achamos que deveria demorar mais tempo
Coisas em que colocamos a maior fé que existe
São essas as coisas que nos fazem perceber que algumas vezes não há uma segunda chance
Passam iguais a um tufão
Forte e avassalador
Chegam perto da dor
Mas chegam mais perto ainda do amor
Mas qual a graça da vida sem sentimentos tão destrutivos como fervorosos?
É preciso uma pitada de temperos
Temperos esses dos quais saem à paixão, a raiva
Paixão esta que é conhecida por sua força e rapidez
Como uma brisa essa paixão passa e deixa saudades
Agradável enquanto soprava
Faz-nos esquecer das maldades
E nos deixa sentados esperando e olhando pro nada
Mas por que paixão e não amor?
Talvez seja um teste até poder chegar ao máximo
Ao qual muitos não passam
Talvez por usar todas as forças já nas primeiras provas
E não deixar energia para a verdadeira prova.
Autor: Francisco Birindelli Caracik

Pedaços de felicidade


A luz do luar
Gato no telhado
Orvalho na flor
Céu estrelado.
Caminho na mata
Estrada do interior
Terra molhada
Milharal em flor.
Cheiro de mar
Concha multicor
Garota de Ipanema
Sol, chope e calor.
Dia de domingo
O galo cantou
O sino na igreja
Sonho em cor.
Roupa novinha
Festa que vou
Amor de meus filhos
Carinhos do amor.
Detalhes pequenos
Coisas simples, se diz,
Mas com a diferença:
Me fazem feliz!

Augustus Vinicius

Olhos fechados pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição...

sexta-feira, 17 de julho de 2009




Tanto tempo longe de você
Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor de lhe encontrar...
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você...
Eu Te Amo!Eu Te Amo!Eu Te Amo!
Eu não sei
Por quanto tempo eu
Tenho ainda que esperar
Quantas vezes eu até chorei
Pois não pude suportar...
Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar...
Eu Te Amo!Eu Te Amo!Eu Te Amo!...
Mas o dia que eu
Puder lhe encontrar
Eu quero contar
O quanto sofri
Por todo este tempo
Que eu quis lhe falar...
Eu Te Amo!Eu Te Amo!Eu Te Amo

domingo, 5 de julho de 2009

Metade


Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?...

Adriana Calcanhotto

Foi assim que de repente
Estávamos ali sentados
Frente a frente
Não faltava nem mesmo a lua
Falávamos de tudo um pouco
Por qualquer coisa a gente ria
Como dois bobos
E eu que já não via a hora
De te ver em meus braços
E poder te dizer:
Te amo,
desde o primeiro dia em que te vi
E faz tempo eu te buscava
e já te imagina assim
Te amo,
e nem quero tentar entender
O desejo que eu sinto é mais do que palavras
Te amo...
De repente um beijo e o silêncio
E nos amamos loucamente corpo a corpo
E a noite foi só magia
Será que você vai me esquecer
Será que também vai sentir a mesma vontade
Eu morro se não volto a te ver
de novo em meus braços
Pra poder te dizer
Te amo,
desde o primeiro dia em que te vi
E faz tempo eu te buscava e já te imagina assim
Te amo,
e nem quero tentar entender
O desejo que eu sinto é mais do que palavras
Te amo...

Byafra

Meu coração
bate ligeiramente apertado
Ligeiramente machucado
Caiu tão fundo nessa emoção
Primeira vez
que o amor bateu de frente comigo
Antes era só um amigo
Agora mudou tudo de vez
Será que você sente
tudo o que eu sinto por você?
Será que é amor?
Tá tão difícil de esconder
olha o que o amor te faz
Te deixa sem saber como agir
quando ele te pegar
Não tem pra onde você fugir
olha o que o amor me faz
Fiquei tão boba, fiquei assim
nada será capaz
De apagar esse amor em mim!!!


sábado, 4 de julho de 2009

Detalhes




Detalhes
Composição: Roberto e Erasmo
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...
Se um outro cabeludo
Aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer
Saudades minhas
A culpa é sua...
O ronco barulhento
Do seu carro
A velha calça desbotada
Ou coisa assim
Imediatamente você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...
Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito
Muito tempo em sua vida
Eu vou viver
Não, não adianta nem tentar
Me esquecer...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tão longe de mim, parte de mim



TÃO LONGE DE MIM, PARTE DE MIM


Penso em você. Só em você.
E não consigo evitar
que esteja em meu amanhecer.
Nas coisas que eu vou querer.
Nas coisas que vou dizer.
No ar que vou respirar.
Vivo por você.
Ou é você quem vive em mim?
E é tão bom viver assim,
parte de mim
sendo você.
Mas me vem tanta saudade
sem você, minha metade,
tão longe de mim,
parte de mim.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Jura-me




Julio Iglesias

Todos dizem que é mentira que eu te quero
Porque nunca alguém me viu apaixonado
Eu te juro que eu mesmo não compreendo
Por que é que me fascina a tua olhada
Quando estou perto de ti estás contente
Não queria que você pensasse em nada
Tenho ciúmes até do pensamento que possa
recordar-te
Outra pessoa amada
Jura-me
Mesmo com o passar do tempo
Não te esqueças do momento
Em que eu te conheci
Olha-mePois não há nada mais profundo
Nem maior em tudo mundo
Que o carinho que há em mimBeija-me
Com um beijo apaixonado
Como nunca fui beijado
Desde o dia em que nasci
Queira-me
Queira-me até a loucura
E assim verás a amargura
Que estou sofrendo por ti

Todos dizem que é mentira que eu te quero
Não queria que você pensasse em nada
Tenho ciúmes até do pensamento que possa recordar-te
Outra pessoa amada
Jura-me
Mesmo com o passar do tempo
Não te esqueças do momento
Em que eu te conheci
Olha-me
Pois não há nada mais profundo
Nem maior em tudo mundo
Que o carinho que há em mim
Beija-me
Com um beijo apaixonado
Como nunca fui beijado
Desde o dia em que nasci
Queira-me
Queira-me até a loucura
E assim verás a amargura
Que estou sofrendo por ti.

Quizás, Quizás, Quizás




QUIZÁS, QUIZÁS, QUIZÁS
Osvaldo Farrés
Siempre que te pregunto
que cuando,como y donde
tu siempre me respondes
Quizas, Quizas, Quizas

Y asi pasan los diasy
yo desesperado,
y Tu,Tu contestando
Quizas,Quizas,Quizas,

Estas perdiendo el tiempo,pensando,pensando
Por lo que Tu mas quieras
hasta cuando, hasta cuando
Y asi pasan los dias,
y yo desesperado
y Tu,Tu contestando
Quizas, Quizas, Quizas.

Por Você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio à Salvador...
Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno...
Por Você!
Eu deixaria de beber
Por Você!
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Prá virar burguês...
Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher...
Por Você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho...
Por Você
Por Você....

Barão Vermelho

Eu quero ficar nu diante dos seus olhos
Falar bem perto do seu ouvido
Decifrar tua alma e os gemidos
Temos tempo pra viver
Quero descobrir o amor de novo
Encontrar alguém que euprocuro
Livrar o amor do escuro
E destruir o muro
Que cerca meu coração
Vai ser bom pra mim
Ficar só ‚ tão ruim
Vai ser bom pra mim
Ficar só ‚ tão ruim
A vida me sorriu, permitiu voce nascer
Estrela pra dar sorte
Por tudo o que a gente fez
É pura tua luz, teu rosto, teu olhar
Quando voce está longe
A mim só resta lembrar
Quando voce nao está por perto
Meu mundo ‚ um deserto no frio.

Barão Vermelho

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Samba em prelúdio




Samba em Prelúdio

(Baden Powell e Vinícius de Moraes

Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz,
Jardim sem luar,
Luar sem amor,
Amor sem se dar
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai,
Tristeza que vem,
Sem você, meu amor,
Eu não sou ninguém
Ai, que saudade
Que vontade de ver
Renascer nossa vida
Volta, querida,
Os meus braços precisam dos teus,
Teus braços precisam dos meus
Estou tão sozinha
Tenho os olhos cansados de olhar
Para o além
Vem ver a vida,
Sem você, meu amor,
Eu não sou ninguém

A noite de meu bem



A Noite do meu bem
Dolores Duran

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono das flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! Eu quero o amor ... o amor mais profundo
Eu quero toda a beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem !

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! Como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a pureza que eu quero lhe dar.

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

Letra: Ana Carolina

Mel, tua boca tem o mel
E melhor sabor não há
Que loucura te beijar
Céu tua boca tem o céu
Infinito no prazer
Toda vez que amo você
Meu amor as palavras
Que me diz
Eu preciso é sempre ouvir
Pra poder viver feliz
O teu sorriso tem a luz da sedução
Faz maior essa paixão
No encontro com você
Mel, tua boca tem o mel
E melhor sabor não há
Que loucura te beijar
Céu tua boca tem o céu
Infinito no prazer
Toda vez que amo você
Meu amor as palavras
Que me diz
Eu preciso é sempre ouvir
Pra poder viver feliz
A tua boca nem parece que é real
Tem os lábios que eu sonhei
Beijar do jeito que eu beijei

Letra :Belo


Um dia seus pés vão me levar
Onde as minhas mãos não podem chegar
Me leva onde você for
Estarei muito só sem o seu amor
Agora é a hora de dizer
Que hoje eu te amo
Não vou negar
Que outra pessoa não servirá
Tem que ser você
Sem por que, sem pra que
Tem que ser você
Sem ser necessário entender
Composição: Victor Chaves

O sapo e a flor




O SAPO E A FLOR...

Mrlene B. Cerviglieri

Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam varias famílias de animais. Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também.

Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.

Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando! Eis que vê uma linda flor cor de rosa cheia de pintinhas...

Assim estava dizendo ela:

Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio. Que boca tão grande, que pele tão grossa,.Parece até uma pedra ai parada sem valor nenhum. Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada. Que triste seria ser um sapo!!!

O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois senpre que via a flor, pensava:

-Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta.

Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.

De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo!

A flor quando o percebeu ficou tremendo em seu frágil caule.

-Meu Deus que faço agora?

Voceis sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontrar, seria assim sua sobremesa...

O sapo quietinho quietinho não se mexeu,e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac...Alcançou com sua língua. A flor que já se havia fechado pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.

Mas dona arvore que desde o inicio a tudo assistira, falou muito energicamente e brava lá do sue canto.

-Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto.No entanto veja como ele teria sido tão mal com a senhora!

Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. recisamos tomar muito cuidado com o que falamos sabe porque?

-Não dizia a flor ainda tremendo do susto que passara. Todos nos somos diferentes, de formas diferentes e até pensamos diferente.

Você sabe que existem também outras formas de se falar?

-Não não sabia, disse a flor espantada com a sabedoria da arvore.

-Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você. Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e tambémconte aos outros o que aprendeu aqui hoje.

Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:

-Meu amigo, você é meu amigo. Agradeço-te ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém. Aprendi com a lição e dona arvore me ensinou também.

Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas!

E assim amiguinhos aqui fica a lição, somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar.....

Para viver um grande amor



PARA VIVER UM GRANDE AMOR

É preciso abrir todas as portas que te fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo, por amores do passado que foram em vão...
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É não esquecer que ninguém vem perfeito para nós !
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar !
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura !
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto... para fazê-lo brilhar !
E quando decidires que chegou a tua hora de amar,
lembra-te que é preciso haver identificação de almas !
De gostos, de gestos, de pele no modo de sentir e pensar !


PARA VIVER UM GRANDE AMOR...
É preciso ver a luz iluminar sua aura, dando uma chance para que o amor te encontre !
Na suavidade morna de uma noite calma.
É preciso se entregar de corpo e alma !
É preciso ter dentro do coração um sonho: que se acalenta no desejo de amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
entrar no jogo da sedução e deixar fluir !
Amar com emoção para saber sentir, a sensação do momento em que o amor te devora !
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
que sinta que essa foi a melhor das tuas escolhas !
Que foi teu grande desafio... e o passo mais acertado, de todos os caminhos da tua vida trilhado !

Mas se assim não for!
que nunca te arrependas pelo amor dado !
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
por que se não fosse assim nunca teríamos sonhado !
Mas antes de tudo, que você saiba que tem um aliado, ele se chama TEMPO é teu melhor amigo. Só ele pode te dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que você realmente amou...
A certeza se realmente foste amado...



(desconheço o autor)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sonhos



HÁ SONHOS E SONHOS.

O MEU É SIMPLESMENTE IMPOSSÍVEL.

NÃO O TROCARIA POR NADA:

CULTIVAR ROSAS VERMELHAS

PRA ATRAIR A MINHA FADA.


Como uma onda



Lulu Santos

Nada do que foi será
de novo do jeito que foi
um dia
Tudo passa, tudo sempre
passará.
A vida vem em ondas,
como um mar
num indo e vindo infinito
Tudo o que se vê não é
igual ao que a gente viu há
um segundo
Tudo muda o tempo todo no
mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar




Hoje eu tive medo
De acordar de um sonho lindo
Garantir reter guardar essa esperança
Ando em paraísos descaminhos precipícios
Ao seu lado vejo que ainda sou uma criança
Sensível demais eu sou um alguém que chora
Por qualquer lembrança de nós dois
Sensível demais você me deixou e agora
Como dominar as emoções
Quando vem á tona todo amor que esta por dentro
Chamo por teu nome em transmissão de pensamento
Longe a tua casa vejo a luz do quarto acesa
Não tem nada que não vaze que segure essa represa
Sensível demais eu sou um alguém que chora
Por qualquer lembrança de nós dois
Sensível demais você me deixou e agora
Como dominar as emoções
Composição: Jorge Vercillo

Paz do Meu Amor

Luiz Vieira

Você é isso, uma beleza imensa
Toda recompensa de um amor sem fim
Você é isso, uma nuvem calma, no céu de minh'alma, é ternura em mim,
Você é isso, estrela matutina, luz que descortina um mundo encantador.
Você é isso, parto de ternura, lágrima que é pura, paz do meu amor.

Decorei os seus traços




Decorei os seus traços
passei meus pedaços
desejando você.
ter você nos braços
sentir seu calor.
Beijar os seus lábios
sentir seu peito pulsando
e eu morrendo de amor.

Decorei os seus traços
passei meus pedaços
desejando você.
Hoje entrego os meus braços
ofereço calor
e tens de meus lábios
palavras de amor.
Resta o surdo desejo
de sentir os seus beijos
mas não sei se isso é amor.

Decorei os seus traços
desejando você
Já passei meus pedaços
Na ilusão de viver.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Palpite



Tou com saudade de você
Debaixo do meu cobertor
De te arrancar suspiros
Fazer amor.
Tou com saudade de você
Na varanda em noite quente
E do arrepio frio que dá na gente
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo
Eu sinto falta de você
Me sinto só
E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta
È triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,Palpite.
Tou com saudade de você,
Do nosso banho de chuva,
Do calor na minha pele
Da língua tua.
Tou com saudade de você
Censurando o meu vestido,
Das juras de amor ao pé do ouvido,
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você,
Me sinto só
E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

Volta


Enfim te vejo.
Enfim no teu Repousa o meu olhar cansado.
Quando o turvou e escureceu
O pranto amargo que correu
Sem apagar teu vulto amado!
Porém já tudo se perdeu
No olvido imenso do passado:
Pois que és feliz, feliz sou eu.
Enfim te vejo!
Embora morra encontentado,
Bendigo o amor que Deus me deu.
Bendigo-o como um dom sagrado.
Como o só bem que há confortado
Um coração que a dor venceu!
Enfim te vejo!
Manuel Bandeira