quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Olha! Que noite!
OLHA! QUE NOITE!
Olha! Que noite!
Que céu tão bonito!
Vem lá do infinito
a energia que faz
a gente querer,
amar e crescer,
viver novamente
o romance da gente
das noites de paz.
Mas sigo sozinho.
Só em meu jardim.
Na noite tão bela
só pensando nela
que esqueceu de mim.
Olha! Que noite!
Que céu tão bonito!
Vem lá do infinito
a energia que faz
a gente querer,
amar e crescer,
viver novamente
o romance da gente
das noites de paz.
Mas sigo sozinho.
Só em meu jardim.
Na noite tão bela
só pensando nela
que esqueceu de mim.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Afinidade

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por.... Nem sentir pelo.
Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida."
Artur da Távola
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por.... Nem sentir pelo.
Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida."
Artur da Távola
sábado, 1 de agosto de 2009

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei
Composição: Chico César

É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
Na vida só resta seguir
Um ritmo, um pacto e o resto rio afora...
Marisa Monte

A primeira vez
A primeira vez que meus olhos te olharam
Se encheram de lágrimas e como nunca brilharam
Tão pequenino ser com um poder imenso
O poder de fazer amar,amor puro,intenso
A primeira vez que ouví seu pequeno coração
Não conseguí conter toda minha emoção
Sabe bem o que sentí vida minha
Pois é meu corpo que com carinho te aninha
A primeira vez que ví seus desajeitados movimentos
Não contive o riso de felicidade,que belo momento
Me sentí poderosa,incrível,mágica,enfim
Me sentí tudo isso e muito mais por estar dentro de mim
A primeira vez que ví seu rostinho lindo
Foi como estar diante de um anjo sorrindo
O amor dando forma ao milagre da vida
A vida me ensinando a amar sem medida.
Para meus amores
João e Maria
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